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  • Thiego Souza

FELIS: importância de Maria Felipa foi tema de Mesa Redonda com Bárbara Carine e Jivaldo Oliveira

Palestrantes apresentaram ao público a importância de Maria Felipa de Oliveira no processo da independência do Brasil na Bahia.


Na manhã deste sábado, 22, a Feira Literária Internacional de Serrinha recebeu uma mesa redonda com o tema "Maria Felipa de Oliveira: sua importância na Educação Escolar", que teve como convidados especiais a doutora e idealizadora da Escola Maria Felipa, Bárbara Carine, que foi finalista do Prêmio Jabuti (2021/2022), e o professor serrinhense Jivaldo Oliveira.


Em entrevista ao Info Serrinha a professora Bárbara Carine comentou sobre a importância de Maria Felipa no processo de independência do Brasil na Bahia, e citou o porque da história não abordá-la com o mesmo empenho que faz com outras mulheres que também foram destaques nas mesmas batalhas.


"A sobreposição das opressões de raça e gênero. A gente já tem uma dificuldade muito grande de identificar mulheres na história do nosso país que tiveram papel de destaque no processo principalmente da independência, mas emancipatório do povo brasileiro, e Maria Felipa se trata também de uma mulher negra, uma pessoa de ascendência sudanesa, uma mulher que foi escravizada e que tem outra intersecção, além dessa fator do gênero tem a questão de raça que na minha leitura é uma opressão estrutural basilar no sentido da destruição dos direitos do nosso povo".



A mesma linha de Bárbara Carine foi acompanhado pelo professor Jivaldo Oliveira, que afirmou que sua bravura teve papel decisivo nas batalhas contra os portugueses, porém essa dedicação não é retratada de maneira adequada nos livros de história. "Maria Felipa foi essa figura de resistência, de luta, que teve uma relação com um quilombo na região de Itaparica, e na minha opinião, a história sobre o povo negro é de invisibilidade, então o fato de ela não ter a mesma notoriedade de outras figuras no processo da independência, e sobretudo quem conta a história conta negando aqueles que lutaram e que resistiram. Então quem construiu a história dos livros tornando ela materializada foi para negar a importância de uma mulher preta, e que lutou e dedicou sua vida, com outras mulheres porque não tinha apenas ela, que se uniram para criar estratégias para ludibriar os portugueses, e conseguiram vencer e queimar as embarcações portuguesas".


Centenas de pessoas acompanharam a mesa redonda, que teve no final espaço para perguntas e respostas, e no encerramento sessões de fotos com os palestrantes.

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