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  • Thiego Souza

Brigas por conta de política: veja o posicionamento de alguns candidatos a deputados em Serrinha

Aumento nos casos de violência por divergências políticas é repudiado por candidatos.


A polaridade na eleição presidencial 2022 tem acirrado muito os ânimos principalmente entre os eleitores, o que tem gerado casos de violência ligados à divergências políticas no Brasil. Segundo dados do Observatório da Violência Política e Eleitoral formado por pesquisadores do Grupo de Investigação Eleitoral da Unirio, divulgado em julho, só no atual ano, antes mesmo do início da campanha eleitoral, já foram registrados 214 casos, um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2020.


O levantamento leva em consideração atos de ameaça, agressão, atentado, homicídio, sequestro e sequestro de familiar.


Casos como os ocorridos com Marcelo Arruda, Moa do Katendê, Mariele Franco, Rodrigo Pilha, Marcelo Fernandes, ataques com drones em eventos de opositores, assustaram a população e levantaram questionamentos quanto à segurança e pacificidade nas eleições de 2022.


Em Serrinha alguns casos de violência foram registrados nas eleições de 2020 durante a campanha eleitoral para Prefeito. No atual cenário diversos candidatos concorrem a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia ou na Câmara dos Deputados em Brasília.


Diante dessas situações e proximidade do início da campanha eleitoral, o Info Serrinha conversou com exclusividade com alguns dos candidatos a deputados em Serrinha que emitiram suas opiniões quanto aos casos de violência política que vem acontecendo no Brasil.


Júlia Oliveira (PSB) - candidata a deputada Federal: "A política não serve para benesses pessoais ou de grupos, precisamos entender que a política, no sentido macro, é o principal instrumento de transformação social – pois, no sentido micro, fazemos política até dentro de casa, quando optamos comprar ovos ao invés de carne, para racionalizar. Obviamente que os maiores necessitados das políticas públicas são as pessoas mais humildes, que usam escolas e hospitais públicos, precisam de transportes coletivos e de políticas assistenciais, a essas competem compreender a importância de votar em pessoas qualificadas e preparadas. Quando encararmos a política nessa perspectiva, não haverá mais violência política - opositores se matando, se engalfinhando, criando fakenews, pois o que estará em jogo, o interesse coletivo, não permitirá desavenças, mas somente união. E no momento das divergências políticas, prevalecerá as melhores ideias para a sociedade".


Osni Cardoso (PT) - candidato à reeleição a deputado Estadual: "Essa violência que tomou conta do país, através do ódio e preconceito, é reflexo do comportamento estimulado diariamente pelo atual presidente e reproduzido por seus seguidores. Meu desejo é que coloquemos em prática o respeito e a compreensão, mas não somente nessas eleições e sim para além delas".


Viviany Andrade (Republicanos) - candidata a deputada Federal: "A base democrática vem do respeito ao direito do povo escolher seus governantes! Sendo assim, é inadmissível a intolerância política e a violência causada pela polarização, que nada constrói".


Wery Oliveira (PL) - candidato a deputado Estadual: "A polarização política está sendo o maior obstáculo para a harmonização do debate. A polarização, ao contrário do que muitos pensam, não é o antagonismo ideológico, mas sim a incapacidade que as pessoas estão tendo em dialogar a política de forma não hostil. A preocupação maior da democracia é justamente afastar o trogloditismo político, que se revela entre grupos mais acalorados, no que diz respeito ao eleitorado heterogêneo, que por vezes conduzem o debate público apenas para imposição de ideias, sem ao menos ouvir o que está sendo dito pelo outro, e o outro ouvir o outro lado também. Assim, o que ainda é mais agressivo é quando ocorrer entre candidatos, como por vezes infelizmente se vislumbra ataques a pessoa e não ao argumento. Entretanto, devemos sempre, em nome da democracia, participar do processo eleitoral dialogando com as pessoas e apresentando as propostas, deixando ao crivo popular a escolha dos seus representantes".


Edylene Ferreira (Republicanos) - candidata a deputada Estadual: "De acordo com dados do Observatório da Violência Política e Eleitoral da Unirio, o Brasil já registrou 113 casos de violência só no primeiro trimestre de 2022. A Bahia está em segundo lugar no ranking. Acende um alerta para essa questão, sobretudo para nós mulheres que somos as maiores vítimas, seja das violações básicas de direitos humanos, mas também das violências simbólicas, que contribuem para afastar as mulheres da política. A política é o campo do debate das boas ideias, de pensar a melhor proposta para o futuro, da coletividade. O que a sociedade precisa é compreender, é que divergências são naturais, o que não é aceitável é que as pessoas entrem em conflito. O respeito às diferenças de pensamento é o melhor caminho".


O Info Serrinha buscou contato com as equipes dos candidatos Mizael Cunha (PSD) e Dr. Zevaldo Lima (PL), mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria.


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