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  • Info Serrinha e Região

Artigo: A influência do comportamento humano na integridade do Meio Ambiente

Como seus hábitos estão impactando a vida animal, silvestre ou domesticada, ao seu redor?

Por: Rafael Rodrigo Ferreira de Lima


O comportamento humano é opressor em vários sentidos e está cada vez mais notável sobre a fauna e os recursos naturais a que essa espécie tem o prazer de usufruir indiscriminadamente, como sempre fez. De um lado, como que por mágica, os pais descobrem que influenciam a prole com pequenos atos impensados e espontâneos e isso é um colírio para os olhos ardentes dos navegadores inveterados de redes sociais.


No entanto, o comportamento humano vai muito além e não cansa de surpreender, principalmente nesses tempos de alterações mais que significativas no meio ambiente. Segundo publicou o jornal espanhol El Mundo, o comportamento dos visitantes de praias e regiões marinhas tem influenciado o comportamento das gaivotas, que prestam atenção em o que é ingerido por nossa espécie e adotam o mesmo tipo de comportamento. É assim que se observa a preferência alimentar das gaivotas por certos tipos de batatas fritas.


De alimentos a automedicação forçada - assim se pode descrever a vida costeira. Conforme apontado por El Mundo, de forma complementar ao comportamento das gaivotas, a presença de nicotina e antidepressivos em águas costeiras com amplo espaço de contaminação que abrange até a Antártica. Dentre as substâncias contaminantes detectadas tem-se o citalopram, a claritromicina, a nicotina, a venlafaxina e a hidroclorotiazida. Esse estudo, intitulado Human footprint on the water quality from the northern Antarctic Peninsula region, publicado no periódico Journal of Hazardous Materials, mostrou também a presença na água de ibuprofeno, diclofenaco, cafeína e antibióticos.


Segundo os autores, o “trabalho confirma que as atividades humanas na Antártica são responsáveis pela dispersão dos CECs [Contaminantes de Preocupação Emergente, por sua sigla em inglês] neste continente, deixando uma pegada mesmo em áreas onde as atividades de pesquisa e turismo não são concentradas. A contaminação por CEC não está estritamente ligada à contaminação in situ de fontes antropogênicas”. E enfatizam que “um esforço deve ser feito para implementar sistemas eficientes de tratamento de águas residuais em todas as estações para reduzir as emissões CEC, uma vez que as descargas de águas residuais são apontadas como sua fonte mais relevante. Conscientização adicional deve ser levantada entre os visitantes para reduzir o uso dessassubstâncias”.


E mesmo para aqueles que se crêem livres da responsabilidade sobre o comportamento e a saúde da fauna e da integridade do meio ambiente fica a pergunta: como seus hábitos estão impactando a vida animal, silvestre ou domesticada, ao seu redor?


Rafael Rodrigo Ferreira de Lima

Especialista em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente


*Este artigo é pessoal e não reflete necessariamente a opinião do site.



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