A morte do Papa Francisco marca o início de um período de profunda reverência no Vaticano e em todo o mundo católico. A Igreja entra agora nos chamados novendiales, nove dias de luto marcados por rituais litúrgicos, homenagens públicas e o encerramento oficial de um dos pontificados mais emblemáticos dos últimos tempos.
Nas primeiras horas após o falecimento, uma série de protocolos rigorosos é iniciada. O Cardeal Camerlengo, atualmente Kevin Farrell, tem a missão de confirmar a morte, conduzir os primeiros ritos e coordenar o rompimento do Anel do Pescador — um gesto simbólico que encerra formalmente o governo do papa. Enquanto isso, o corpo é preparado com vestes litúrgicas e, em seguida, velado inicialmente em cerimônia reservada.
O velório público acontece na Basílica de São Pedro, onde fiéis do mundo todo poderão prestar suas últimas homenagens. A movimentação de peregrinos transforma o Vaticano em um ponto de encontro da fé, enquanto os sinos tocam em tom fúnebre e as bandeiras são hasteadas a meio-mastro.
A Missa de Exéquias, cerimônia fúnebre oficial, deve ocorrer até o sexto dia após a morte, reunindo líderes religiosos, chefes de Estado e milhares de católicos em um ato de despedida e gratidão. O sepultamento do papa acontece logo após, em local reservado dentro do Vaticano.
Com o encerramento das cerimônias, a Igreja volta seus olhos para o próximo desafio: a escolha do novo líder. O conclave, um processo marcado por tradição e absoluto sigilo, será conduzido pelo Colégio de Cardeais e poderá levar dias até que a fumaça branca anuncie o novo pontífice ao mundo.