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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026

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Secretário de Meio Ambiente de Serrinha esclarece situação do aterro sanitário da Camiranga

Moradores se queixam da empresa responsável, que não estaria fazendo o descarte de maneira adequada.

Secretário de Meio Ambiente de Serrinha esclarece situação do aterro sanitário da Camiranga
Fotos: Instagram/Viviany de Elizeu
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Em entrevista concedida ao Jornal Serrinha Notícias, da Rádio Serrinha FM, na manhã desta quarta-feira, 28, o secretário de Meio Ambiente de Serrinha, Diego Tomaz, comentou sobre as queixas de moradores do povoado da Camiranga quanto ao forte odor vindo do aterro sanitário instalado na região, e também sobre a preocupação que envolve o possível descarte irregular de resíduos, o que pode comprometer o solo e as plantações locais. Segundo o secretário, a prefeitura tem monitorado continuamente as operações no local e tomado medidas para sanar os problemas detectados.

“O aterro de Serrinha é o único da região do Sisal em um raio de 70 km. Foi licitado e teve sua licença de instalação iniciada em 2016. Já na minha gestão, demos a licença de operação”, explicou Tomaz. Ele destacou que, para ser considerado aterro sanitário, o local precisa dispor de uma vala com geomembrana que isola o solo do lixo, além de sistemas para drenagem de gases e uma estação de tratamento de chorume. “Só após o início da operação é possível avaliar se tudo está funcionando corretamente. E estamos sempre monitorando isso.”

Foto: Instagram/Viviany de Elizeu

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Tomaz reconheceu que, no início da operação, em novembro do ano passado, foram identificadas falhas. “Alguns materiais estavam sendo dispostos diretamente no solo. Fizemos uma notificação imediata e acompanhamos a situação de perto, inclusive junto aos moradores da Camiranga e aos antigos catadores do lixão, com quem também trabalhamos para criar uma associação e garantir organização no trabalho deles.”

Ainda segundo o secretário, em janeiro deste ano novas inspeções revelaram avanços, mas também a persistência de alguns problemas, o que motivou outra notificação. “Na semana passada estive novamente no local e solicitei o recobrimento dos resíduos com manta de solo, medida essencial para evitar a proliferação de vetores e dispersão de resíduos leves, como sacolas plásticas, para áreas vizinhas.”

Tomaz reforçou que o local não pode ser confundido com um lixão. “Assinamos um termo de compromisso com o Ministério Público, e como engenheiro sanitarista ambiental, tenho plena consciência da responsabilidade que temos. Se antes era um lixão, nossa obrigação é corrigir, não repetir o erro. Não queremos dois lixões em Serrinha.”

Por fim, o secretário afirmou que as medidas corretivas estão sendo aplicadas e apresentando resultados. “Já foi instalada uma nova manta em outra vala e os problemas estão sendo sanados. Ainda há pontos a melhorar, mas hoje já vemos que o processo está andando e próximo de uma regularidade de quase 100%.”

A ex-candidata a prefeita de Serrinha, Viviany de Elizeu, esteve em algumas oportunidades no local, e gravou vídeos mostrando a situação, e o descontentamento dos moradores, que pedem soluções no intuito de evitar danos ao meio ambiente da região, e também proteger a saúde de todos ao redor.

Thiego Souza

Publicado por:

Thiego Souza

Jornalista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Imprensa Esportiva, Técnico em Rádio e TV.

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